99 dicas para você aprender como cuidar bem do seu carro – Parte I


Confira as mais variadas dicas para ajudar você a conhecer e aprender como cuidar bem do seu carro.

O número de pessoas que possuem carro no Brasil está cada vez maior. Contudo, acredito que a grande maioria não conhece bem o seu veículo, e talvez nem saiba ao certo qual a melhor forma de cuidar dele.

Assim, resolvi criar esta série de artigos com as mais variadas dicas para ajudar você a conhecer e aprender como cuidar bem do seu carro. Então, vamos às primeiras dicas:

como cuidar bem do seu carro

Dicas para cuidar do seu carro

Índice:

Conhecendo melhor o seu carro

Antes de aprender como cuidar bem do seu carro, você precisa conhecê-lo direito. Por isso, vamos conhecer um pouco sobre cada parte do seu carro.

1 – Aerofólio

O aerofólio é uma peça instalada na carroceria, que tem como função dar mais aderência ao veículo, pressionando-o contra o solo quando em movimento.

Nos carros de passeio, no entanto, possui mais um caráter decorativo, tendo em vista os limites de velocidade das estradas.

Já nos carros de corrida é que ele desempenha bem o seu papel, evitando com que os carros decolem (literalmente).

2 – Airbag

O airbag é uma bolsa de ar que é inflada automaticamente, para proteger o motorista e os passageiros, quando há uma colisão.

Assim que ocorre a colisão, um sensor ativa um recipiente com várias pastilhas propelentes, e estas recebem uma descarga elétrica. A descarga provoca a liberação de um gás, que enche a bolsa de ar (airbag). Todo esse processo não demora mais que 15 milissegundos (15 milésimos de segundo).

Existem diversos modelos de airbags, sendo os frontais e os laterais os mais comuns. O Chevrolet Tracker LTZ traz o airbag duplo frontal de fábrica, e os laterais como opcional.

3 – Alternador

O alternador é um gerador de corrente alternada, a qual é transformada em corrente contínua através de componentes eletrônicos. Ele é acionado por meio de uma correia ligada ao motor.

Enquanto o alternador está em funcionamento, a bateria do automóvel está sendo recarregada.

4 – Amortecedor

Responsável por manter as rodas do carro em contato com o chão – diante de eventuais irregularidades no solo, o amortecedor é um equipamento que faz parte da suspensão do carro.

Ele é instalado em cada uma das rodas, junto com as molas, e tem como função compensar o balanço e absorver as oscilações da carroceria frente à lombadas e buracos.

5 – Ar-Condicionado

O ar-condicionado é um aparelho que controla a temperatura e a umidade dentro do veículo. Ele deixa o ar ambiente mais gelado através de um gás refrigerante, que o alimenta.

É recomendável fazer uma revisão anual, para checar o filtro e o nível de gás, além de ligar o ar também no inverno para que os componentes não ressequem.

Quando ligado, o ar-condicionado diminui a potência do motor entre 7,5 e 15 cavalos.

6 – Barra Estabilizadora

A barra estabilizadora tem a função de limitar a inclinação lateral do carro, durante as curvas (rolling). Sem essa barra, o carro teria que ter uma suspensão bem dura para não capotar nas curvas, já que todo o peso ficaria por conta das molas e amortecedores.

Com a utilização da barra, o veículo pode ter uma suspensão macia – que propicia maior conforto para os passageiros, e ainda por cima tem a questão da estabilidade, que fica garantida nas curvas.

7 – Bateria

bateria do carro

Bateria de automóvel

Encarregada de acumular eletricidade, a bateria é a fonte de energia elétrica do automóvel. Ela é responsável por acionar o motor de arranque, que dá partida ao motor, e por fornecer energia para os faróis, vidros e travas elétricas, ar-condicionado, sistema de som/multimídia, dentre outros.

Como já visto anteriormente, ela é recarregada toda vez que o alternador está em funcionamento.

8 – Bobina

A bobina é a peça que recebe uma corrente de energia contínua da bateria e, com isso, gera uma corrente de alta tensão para o distribuidor (quando existente). Este, por sua vez, fornece a faísca para iniciar a combustão da mistura ar/combustível dentro do motor.

9 – Bomba de Água

A bomba de água é encontrada em todos os motores refrigerados a água. Ela é responsável por distribuir o líquido pelo motor para resfria-lo (retira o fluído quente do bloco e o leva até o radiador, onde será resfriado).

O acionamento da bomba se dá através de um motor elétrico, ou por meio da correia ligada ao virabrequim, que faz funcionar o alternador.

10 – Bomba de Combustível

Responsável por levar o combustível até o motor, a bomba de combustível pode ser elétrica ou mecânica. A elétrica, mais moderna, é instalada dentro do tanque de combustível. Já a mecânica, menos utilizada atualmente, é acionada por meio do comando (instalado no eixo).

Dentro da bomba, uma membrana elástica (diafragma) produz a sucção que leva o combustível até o carburador/sistema de injeção.

11 – Câmbio Automático

câmbio automático significado das letras

Câmbio automático sequencial

O câmbio automático, como o próprio nome sugere, realiza a troca de marchas do veículo automaticamente. Por isso, ele dispensa a embreagem (e o seu respectivo pedal).

A alavanca do câmbio automático traz algumas siglas em inglês:

P – Park (Estacionar)

A alavanca deve ficar nesta posição quando o carro estiver estacionado.

R – Reverse (Reverso/Reverter)

Com a alavanca nesta posição, é engatada a marcha a ré.

N – Neutral (Neutro)

Como o nome já implica, é o ponto-morto do carro; a marcha neutra.

D – Drive (Dirigir)

É a posição padrão para andar com o carro. Com a alavanca nesta posição, o motorista só precisa acelerar e frear o automóvel, que o câmbio vai percorrer automaticamente todas as marchas que forem necessárias.

Número 1

Posição que utiliza somente a 1ª marcha do veículo. É indicada para casos muito específicos (para sair com o carro quando estacionado em uma subida, por exemplo). Utiliza o freio-motor.

Número 2

Nesta posição, a troca só acontece da primeira para a segunda marcha. É indicada para obter maior força nas subidas, e para utilizar o freio-motor em descidas muito íngremes.

Número 3

Já nesta posição, a troca vai até a terceira marcha. É utilizada em subidas e descidas menos acentuadas.

Em alguns modelos de câmbio automático, existe uma canaleta lateral que permite a troca sequencial (e manual) de marchas. Além disso, em modelos mais sofisticados, essa troca manual/sequencial pode ocorrer também através de “borboletas” instaladas no volante.

12 – Câmbio Manual

O câmbio manual, como o nome já sugere, permite a troca de marchas do veículo de forma mecânica.

13 – Carburador

Comum nos carros mais antigos, o carburador é o dispositivo que regula a dose certa da mistura ar/combustível que chega no motor. Essa regulagem é feita de forma manual, ajustando-se uma válvula conhecida como agulha.

Existem os carburadores simples, duplos e até os triplos. Contudo, nos carros mais novos, o carburador foi substituído pela injeção eletrônica.

14 – Cilindros e Válvulas

Os cilindros são aberturas, localizadas no bloco do motor, por onde os pistões deslizam – para cima e para baixo, conforme a explosão e o movimento do virabrequim.

Já as válvulas são responsáveis pela entrada da mistura ar/combustível (válvula de admissão), e por permitir a saída dos gases resultantes da queima dessa mistura (válvula de escape).

15 – Cinto de Segurança

cinto de segurança do carro

Trava do cinto de segurança

O cinto de segurança, como o próprio nome já sugere, é um equipamento de segurança (de uso obrigatório). Ele tem a função de prender os ocupantes do veículo junto aos bancos, protegendo-os, assim, em casos de freadas bruscas e/ou acidentes.

Ele funciona através de um sistema de engrenagem dentada, que enrola e desenrola a tira do cinto, e possui uma esfera que aciona uma trava em casos de freadas bruscas, batidas ou desaceleração do veículo. Essa trava impede a engrenagem de se movimentar, fazendo com que o cinto fique preso e, com ele, o corpo do passageiro ou motorista também.

16 – Comando de Válvulas

O comando de válvulas é um eixo, responsável pelo movimento das válvulas de admissão e de escape, sendo acionado pelo virabrequim através de correia dentada, engrenagens ou corrente.

O eixo possui excêntricos que determinam qual válvula deve abrir e fechar, naquele exato momento, de forma correta e sequencial.

17 – Combustível

Sob certas condições de pressão e temperatura, o combustível se mistura com o oxigênio e inflama, gerando calor. O combustível pode existir na forma líquida, sólida ou gasosa.

Pelo fato de misturar-se com o ar, os combustíveis líquidos e gasosos que alimentam os motores de combustão interna são considerados carburantes. São eles: gasolina, álcool, diesel ou GNV (gás natural veicular).

18 – Correia Dentada

A correia dentada transmite a rotação do virabrequim para o eixo que comanda as válvulas do motor, através da tração dos dentes da correia sobre os dentes da polia.

Se a correia vier a quebrar, o motor pára e não funciona nem no tranco. Qualquer tentativa nesse sentido, inclusive, pode danificar bielas, válvulas ou o virabrequim.

19 – Diferencial

Durante uma curva, a roda interna percorre uma distância menor que a roda externa. O diferencial é o responsável por compensar essa diferença, fazendo com que os eixos das rodas motrizes se movimentem em velocidades diferentes.

É composto de engrenagens cônicas, coroas e satélites que se interligam e criam a geometria de raios maiores e menores, o que possibilita o giro do carro nas curvas. Sem o diferencial, seria bem mais difícil fazer curvas.

 

20 – Direção

A direção é o mecanismo que possibilita o esterçamento das rodas. É ligada à caixa de direção, e acopla braços e terminais que permitem o movimento das rodas do veículo.

Existem dois sistemas principais de direção: a mecânica e a assistida. A mecânica exige um esforço maior por parte do motorista. A assistida, por sua vez, possibilita a manobra do volante de forma mais suave.

Dentre os modelos de direção assistida, estão: a direção hidráulica, eletro hidráulica, eletromecânica e elétrica.

21 – Embreagem

A embreagem é a peça que liga o motor à caixa de câmbio, e é encontrada nos veículos com câmbio manual ou semi-automático. É composta por um platô, disco e a carcaça que gira na rotação do motor.

Toda vez que o motorista pisa no pedal da embreagem o disco é liberado, e passa a girar por inércia, permitindo, assim, a troca de marchas nesse intervalo.

Os carros que possuem transmissão automática não tem embreagem; ela é substituída por um conversor de torque.

22 – Filtros

Com o objetivo de reter partículas e sujeiras que possam prejudicar o desempenho de certos componentes, os filtros estão presentes em todos os veículos.

O filtro de ar, localizado no início do coletor de ar, tem a função de reter poeira e partículas maiores que são trazidas pela aspiração do motor. Já o filtro de combustível, que geralmente fica perto dos bicos injetores ou do carburador, tem o objetivo de eliminar as impurezas existentes no combustível.

O mesmo ocorre com o filtro de óleo, que tem o papel de acabar com as impurezas que existam no óleo do motor. O filtro de óleo fica localizado no bloco do motor.

23 – Freios

freio a disco dianteiro

Freio a disco

Existem dois sistemas de freios: a disco e a tambor. Os freios a disco são compostos por duas pastilhas que prendem o disco, que acompanha o movimento da roda, assim que o motorista pisa no freio.

Já os freios a tambor funcionam através da pressão das lonas, que ficam dentro do tambor, e fazem com que a roda pare. Existem carros com freios a disco nas quatro rodas, com freios a disco e a tambor (rodas dianteiras x rodas traseiras) e somente freios a tambor (mais antigos).

Além disso, existe o sistema chamado de Freios ABS (Antilock Braking System – Sistema Anti-travamento), que pode funcionar tanto em freios a disco como em freios a tambor. Os freios abs possuem um sistema eletrônico que regula a pressão do fluído de freio nas rodas, impedindo o seu travamento em freadas bruscas, oferecendo, assim, mais segurança nas frenagens.

24 – Fusível

O fusível tem a função de proteger os circuitos elétricos do carro, contra possíveis danos que possam ocorrer devido ao fluxo de carga excessivo. Possui um sistema de cores, que indica qual a amperagem de cada fusível.

É recomendável manter alguns fusíveis reservas no carro, de várias amperagens, para casos de emergência.

25 – Ignição Eletrônica

A ignição é a responsável por começar o processo de queima da mistura ar/combustível comprimida pelo pistão. A eletrônica possui um resultado mais eficaz que a convencional, substituindo os distribuidores convencionais por mapas eletrônicos e calculando o momento do ponto de ignição.

26 – Injeção Eletrônica

A injeção eletrônica é um sistema que comanda a mistura ar/combustível, na dosagem mais próxima da ideal, o que acarreta em maior economia de combustível e melhor desempenho do motor.

O sistema SPI/SFI é formado por um único bico injetor, que alimenta todos os cilindros. É a chamada injeção monoponto. Já o sistema MPFI (multiponto), possui um bico injetor para cada cilindro.

Além disso, existe também o sistema GDI (Gasoline Direct Injection), onde o bico injetor fica instalado dentro da câmara de combustão.

27 – Junta do Cabeçote

Localizada entre o bloco e o cabeçote do motor, a junta é formada por uma camada de amianto coberta por duas chapas de cobre, e tem a função de fornecer um apoio com vedação hermética para as câmaras de combustão, passagens de água e óleo sobre pressão etc.

É preparada para resistir à temperaturas acima de 1000º centígrados e à pressão, sem ficar incandescente nem permitir vazamentos.

28 – Junta Homocinética

A junta homocinética tem a função de unir os semi-eixos às rodas esterçantes, nos carros que possuem tração dianteira.

É responsável por garantir a movimentação das rodas de maneira uniforme. evitando as vibrações que ocorrem no cardã (cruzeta/junta universal).

29 – Luzes

Os faróis tem a função de melhorar o campo de visão do motorista em condições especiais, como períodos noturnos, tempestades, neblina etc.

O farol baixo pode ser usado na cidade e na estrada, enquanto o farol alto somente deve ser usado quando não houver nenhum veículo à sua frente, ou vindo na direção contrária, pois isso pode causar um ofuscamento que prejudicará a visibilidade do outro motorista.

Em caso de neblina também não é recomendável a utilização do farol alto, por causa da refração. Ao invés disso, ative os faróis de neblina do automóvel.

30 – Luzes de Alerta do Painel

luzes de alerta do painel do carro

Luzes de alerta do painel

As luzes de alerta do painel tem o objetivo de avisar o motorista sobre o funcionamento ou problema em algum sistema do veículo. Elas se acendem quando se fecha um circuito elétrico.

Dentro do reservatório de óleo, por exemplo, existe uma boia que ao diminuir o nível do óleo ela desce e encosta em um interruptor – que fecha o circuito elétrico, fazendo com que a luz do óleo no painel se acenda.

Além do óleo, existem sensores de alerta do nível de combustível, da temperatura do motor, do nível de fluído de freio, sensor da bateria etc.

31 – Motor

O motor é o responsável por transformar energia em movimento. É ele que gera os cavalos (cv) e o torque.

Os principais componentes do motor são: o cárter, o bloco, o cabeçote, as válvulas, o eixo do comando de válvulas, e outros assistentes como velas e bicos injetores.

Ao girarmos a chave de ignição, é acionado o motor de arranque do veículo que, por sua vez, dá partida no motor do carro. Quando o motor não liga dessa forma, por algum problema, é possível fazer o mesmo “pegar no tranco”.

Para fazer o carro pegar no tranco, deve-se engatar a terceira marcha e girar a chave até a posição em que fique ligada. Quando o carro estiver em movimento, é só retirar o pé da embreagem para que o motor funcione.

Obs.: Este procedimento só é recomendável em casos de emergência, pois pode quebrar o dente de uma engrenagem do câmbio, além do risco de encharcar o catalisador. Além disso, o tranco não deve ser aplicado a carros automáticos, pois estes podem ser danificados seriamente com isso.

32 – Motor de Arranque

O motor de arranque transforma a energia elétrica da bateria em energia mecânica, transferindo-a para o motor para iniciar o seu funcionamento.

Ao ligar o carro, o motor de partida movimenta uma roda dentada, instalada no volante do motor, que faz com que o mesmo entre em operação. Para o motor de arranque funcionar corretamente, é necessário que a bateria do automóvel esteja com a carga completa (do contrário, o carro só pegará no tranco).

33 – Óleos

Responsáveis por lubrificar alguns componentes do veículo, como o motor e o câmbio, os óleos são fundamentais para o bom funcionamento do mesmo, devendo sempre estar dentro dos níveis recomendados pela fabricante do automóvel.

No motor, o óleo lubrificante passa por diversas peças, como o comando de válvulas, o pistão, os dutos para o cabeçote etc.

34 – Platinado

O platinado é o conjunto de peças que abre e fecha o circuito de ignição, distribuindo a energia elétrica para as velas durante a queima da mistura ar/combustível nos cilindros. É acionado quando a chave de ignição é ligada.

Por sofrer desgaste e exigir algumas regulagens, o ideal é que seja verificado a cada 5.000 quilômetros.

Nos carros mais modernos, no entanto, o platinado foi substituído pela ignição eletrônica.

35 – Pneu

pneu do carroCada veículo possui um tipo de pneu apropriado, o que evita má aderência e garante conforto e resistência, seja em veículos de carga ou de passeio.

A nomenclatura do pneu especifica a sua medida, o tipo de pneu e a velocidade máxima suportada. Por exemplo, no pneu 175/70 R13 S, o 175 diz respeito a sua largura (175 milímetros), enquanto o 70 significa que a altura de sua lateral é de 70% dessa medida.

Já o R indica que o pneu é radial, e o 13 é o tamanho do diâmetro do aro (em polegadas). Por fim, o S indica que a velocidade máxima para esse tipo de pneu é de aproximadamente 180 km/h.

36 – Radiador

O radiador faz parte do sistema de arrefecimento do veículo, e é responsável por realizar as trocas de calor entre ar/água ou ar/óleo, mantendo o motor e seus componentes na temperatura ideal de funcionamento.

É muito importante manter a água do radiador (acrescida de um aditivo) no nível indicado. Do contrário, o motor pode atingir temperaturas muito elevadas, o que pode causar a queima da junta do cabeçote.

37 – Suspensão

A suspensão é responsável por controlar a estabilidade, oscilação, trepidação e flutuação das rodas diante da irregularidade dos pisos. É composta por amortecedores e molas que amenizam o impacto das rodas com o solo, garantindo conforto aos ocupantes do automóvel.

Os sistemas de suspensão podem ser independentes, a ar, interdependentes, e inteligentes ou ativos.

38 – Tração

Responsável por impulsionar o veículo, a tração é gerada pelo motor e passa às rodas pelo sistema de transmissão. Existem três tipos de tração: dianteira, traseira e integral (tração nas quatro rodas).

A tração dianteira exige menos peças na transmissão, o que significa menos peso e, consequentemente, um melhor aproveitamento da potência. Entretanto, ela acaba sobrecarregando os pneus dianteiros, que têm de tracionar o veículo e ainda lidar com as mudanças de direção.

Já na tração traseira o peso fica no eixo de trás, o que diminui a patinação do veículo nas arrancadas (opção interessante para carros esportivos).

39 – Turbo

A função do turbo é forçar um grande volume de ar para dentro dos cilindros, através de uma turbina (turbocharger – movimentado pelos gases do escapamento) ou de um compressor mecânico (supercharger – acionado por uma correia ligada ao motor).

Quando o motor recebe mais ar, ocorre um aumento da energia gerada no momento da explosão dentro do cilindro, com o pistão sendo empurrado para baixo com mais força, o que aumenta a potência de 40 a 80%.

40 – Vela

A vela é responsável por provocar a ignição da mistura ar/combustível dentro do cilindro, o que gera a explosão. Nos motores a diesel, no entanto, a explosão ocorre através da compressão do combustível (não há velas).

Apesar de haver modelos com configurações distintas, via de regra, há uma vela para cada cilindro.

Esta foi a primeira parte das dicas para você conhecer melhor o seu carro. Em breve, iremos trazer mais dicas sobre como cuidar bem do seu veículo… fique ligado(a)!

Referências:

Câmbio Automático (Wikipédia) – http://pt.wikipedia.org/wiki/Câmbio_automático

Revista Mecânica Online – http://www.mecanicaonline.com.br/exibir_col_mecanica_online.php?site=exibir&id=2506

Injeção Eletrônica (Wikipédia) – http://pt.wikipedia.org/wiki/Injeção_eletrónica

Guia do Carro Quatro Rodas – Edição Impressa

Imagens: http://www.freedigitalphotos.net

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